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O que é dioxina e que danos causam à saúde?

  Dioxina é o nome genérico dado às dibenzo-p-dioxinas Francisco Paumgartten policloradas, compostos químicos com dois anéis de carbono semelhantes ao do benzeno, ligados por dois átomos (‘pontes’) de oxigênio. São contaminantes ambientais onipresentes, com efeitos tóxicos sobre os seres vivos, inclusive o homem. Embora não sejam produzidos intencionalmente (não têm utilidade conhecida), são subprodutos de vários processos, como a queima de matéria orgânica na presença do cloro (incineração de lixo, por exemplo), a síntese de compostos organoclorados e o branqueamento de papel com cloro. O termo ‘policlorada’ indica a presença, nos anéis, de átomos de cloro substituindo átomos de carbono. O número e a posição desses átomos de cloro varia, permitindo formar 75 dibenzo-dioxinas diferentes. Propriedades físicas e químicas (e efeitos biológicos) muito semelhantes aos das dioxinas são apresentados também pelos dibenzo-furanos policlorados, compostos com estrutura parecida neles, os anéi...

A fumaça de combustão do lixo doméstico é tóxica? As cinzas de plásticos têm substâncias nocivas às plantas? O que fazer com o papel alumínio?

  A queima de qualquer resíduo ao ar livre é considerada fonte de poluição,independentemente de sua quantidade ou composição. Certamente a presença de plásticos, e especialmente de produtos e embalagens de PVC, torna a fumaça da queima ainda mais tóxica. As cinzas resultantes do processo de combustão podem conter metais pesados (originários dos plásticos ou de sua pigmentação), que contaminam o solo, as águas subterrâneas e a vegetação. O aproveitamento dessas cinzas e de seus nutrientes no solo, ainda que para fins de reflorestamento ou jardinagem, e não para alimentação, requer uma análise específica do grau de toxicidade. Quanto ao “papel alumínio”, esse material não se degrada com os resíduos orgânicos separados para compostagem. Considerando que, em muitos municípios, a coleta regular de lixo não atende à zona rural, o alumínio, bem como os demais metais e vidros, deveria ser separado do restante dos resíduos e levado para a cidade. Com isso em mente, por que não separar també...

Está diminuindo a quantidade de peixes no mar devido à pesca predatória?

  Primeiro, vamos deixar claro que toda pesca é predatória, pois “predação” ocorre quando um animal se alimenta de outro. Assim, o homem alimenta-se dos peixes através da pesca. Em todo o mundo, a quantidade de peixes vem gradativamente diminuindo nos mares (e rios), dada a dificuldade que temos em manejar os estoques pesqueiros de modo adequado devido a pressões políticas, falta de conhecimento da biologia básica de algumas espécies e, em muitas situações, por simples descaso. Mesmo aqueles estoques muito bem estudados do hemisfério Norte, como os do linguado, bacalhau, arenque, etc., explorados por frotas pesqueiras internacionais dos países mais ricos, estão superexplorados e alguns deles estão comercialmente extintos há bastante tempo.

Quais são os riscos de uma futura falta d’água mundial?

  Os riscos de uma possível falta d’água são elevados, pois apenas 2,7% do total de água existente na Terra corresponde à água doce. Dessa parcela, 76,6% encontram-se sob forma de gelo acumulado nas calotas polares e nas altas montanhas. Portanto, somente uma pequena parte (menos de 1%) de toda a água existente em nosso planeta está disponível para o consumo humano. Devido à intensificação dos processos de degradação dos corpos d’água pela ação do homem, grande parte da água doce disponível está seriamente contaminada, principalmente os corpos próximos às cidades. Por isso, acredita-se que a crise da água será uma das grandes questões do século 21. Porém, essa crise ainda pode ser evitada. A primeira medida é cessar o despejo de esgotos não-tratados e de outros contaminantes nos corpos d’água. Deve-se também alterar o gerenciamento desses corpos e, principalmente, de suas bacias de drenagem. Na Europa, têm sido observados exemplos positivos no gerenciamento e manejo de importantes ...

Países em pequenas ilhas podem ser submersos pelo aquecimento global? Recentemente os presidentes da Micronésia e das Ilhas Maldivas pediram socorro na ONU, temendo a submersão dessas ilhas do Pacífico em virtude do aquecimento da Terra e do conseqüente degelo das calotas polares. Consta que o arquipélago da Micronésia já teve dois atóis engolidos pelo mar. É verdade que os oceanos terão aumentado entre 30 a 100cm em 2100 por causa do aquecimento global?

  O projetado aquecimento global entre 1,5°C e 4,5°C – e o conseqüente aumento dos níveis dos mares entre 30cm e 100cm, em virtude da expansão térmica de suas águas – para o fim do próximo século baseia-se na hipótese de a concentração do gás carbônico (CO2) vir a dobrar em função das atividades humanas e resulta de simulações feitas com modelos globais de clima (MCG). Primeiro, o fato de o CO2 ter aumentado em cerca de 13% nos últimos 40 anos não garante que sua concentração continuará a aumentar no futuro. Segundo, os modelos usados para testar tal hipótese são ainda muito imperfeitos e seus resultados apresentam muitas disparidades quando comparados entre si. Portanto, sob uma análise científica, isenta de tendências, não há garantia de que o aquecimento global e suas consequências venham a ocorrer. Por outro lado, mostramos há dois anos que 80% do aquecimento de 0,5°C observado nos últimos 150 anos ocorreu entre 1915 e 1945, quando a humanidade lançava na atmosfera menos de 20%...

As plantações de arroz estão relacionadas com o aumento do gás metano na atmosfera terrestre, participando assim do efeito estufa?

 Quando se ouve falar de efeito estufa, as primeiras ideias que vêm à mente são derretimento de calotas polares, aumento do nível do mar, desastres naturais... Um caos, enfim, para a humanidade. Mas, de fato, foi o efeito estufa que transformou a Terra, um possível pedaço de gelo, em um planeta habitável. Sem ele, a temperatura média da superfície do planeta seria de -18°C, em vez de 15°C. O metano (CH4), também chamado ‘gás do pântano’, é um dos gases de efeito estufa. Sua concentração, estimada em 1,72 ppm (parte por milhão), vem crescendo na razão de 0,9% ao ano. Quando áreas de plantios são alagadas, a decomposição vegetal promove a formação de CH4. Isso pode ocorrer naturalmente como, por exemplo, durante as cheias periódicas de várzeas ribeirinhas na Amazônia e no Pantanal Mato-grossense ou em decorrência da ação humana. São exemplos do último caso o plantio de arroz em área alagável ou a construção de lagos artificiais que inundam florestas. Outras fontes de CH4 são a queim...

Quais são as consequências da superpopulação humana para o planeta

  Superpopulação humana significa excesso de habitantes em relação à disponibilidade de recursos  não só alimentares como todos aqueles necessários para um desenvolvimento sustentável. Algumas de suas conseqüências para o planeta são: demanda crescente de terras para cultivo, degradação dos solos, escassez de água, esgotamento de recursos naturais não-renováveis, poluição ambiental, redução da biodiversidade e das paisagens naturais, criação de megalópoles e saturação dos sistemas de educação e saúde. Porém, não se deve deixar de considerar que a distribuição da população no globo não é uniforme e o impacto sobre os recursos é muito diferente nos distintos países e em diferentes regiões de cada país, de acordo com os padrões de consumo. Até hoje, foram feitas várias previsões sobre o limite máximo da população humana, todas elas imprecisas. Em 1749, o sueco I. J. Birberg, doutorando em botânica da Universidade de Uppsala, formulou uma tese sobre o que se denominava, na época, ...