O uso de telefones celulares por crianças como algumas propagandas sugerem pode ser prejudicial a elas, pelo fato de seus cérebros ainda estarem em formação?
Hoje, crianças e adultos estão permanentemente expostos a campos e radiações eletromagnéticas. Onde houver um equipamento elétrico/eletrônico haverá campos ou radiação eletromagnética. O telefone sem fio, por exemplo, presente em boa parte das residências brasileiras, é um radiotransmissor muito parecido como telefone celular. Os microcomputadores e as televisões, largamente utilizados por crianças,também são fontes de radiação eletromagnética.
O celular chama mais a atenção, talvez, por ter sido uma novidade rapidamente incorporada pela sociedade.
As normas técnicas, em geral, não trazem recomendações específicas sobre o uso de telefones celulares por crianças. Algumas normas fazem restrições à instalação de antenas de celular perto de hospitais, creches e asilos. Em 2000, um estudo financiado pelo governo inglês e realizado por uma comissão depesquisadores(http://www.iegmp.org.uk/report/text.htm) concluiu que não há evidências de danos à saúde provocados pela utilização de aparelhos telefônicos celulares. Entretanto, o mesmo estudo recomenda, sem apresentar justificativas claras, que se imponham limitações ao seu uso por crianças e adolescentes.
É importante ressaltar que o telefone celular é apenas uma das fontes de radiação hoje presentes no ambiente. Se, no futuro, os resultados das pesquisas indicarem a necessidade de imposição de restrições ao uso de celulares por crianças ou mesmo por adultos, tais restrições deverão ser feitas não
apenas aos celulares, mas a todos os equipamentos e sistemas que geram campos e radiações eletromagnéticas. Para informações mais detalhadas, sugerimos consultar, na internet, o endereço: http:// www.mcw.edu/gcrc/cop/ cell-phonehealth- FAQ/toc.html .
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