Por que o maior buraco da camada de ozônio se localiza na Antártida, onde quase não há liberação de gases poluentes?

 O único buraco na camada de ozônio situa-se sobre a Antártida. Em qualquer outro lugar da Terra, ocorre uma diminuição lenta e gradual da camada de ozônio. A explicação para esse fenômeno está nas condições especiais do pólo Sul, que aumentam a eficácia das reações químicas, responsáveis pela destruição do ozônio na estratosfera. Que condições são essas? Em primeiro lugar, as temperaturas muito baixas na estratosfera as menores do planeta produzem as chamadas nuvens estratosféricas polares, aumentando a eficácia das reações. Em segundo lugar, a circulação no pólo Sul se dá em torno de um ponto chamado vórtice, que atua como uma espécie de redemoinho, produzindo o isolamento da região e deixando as reações químicas destruírem o ozônio disponível.

No pólo Norte, ao contrário, a circulação é bipolar, o que significa que sempre há renovação do ar estratosférico e, com isso, o buraco não se forma. Deve-se notar que a concentração dos CFCs (clorofluorcarbonetos) é quase a mesma em qualquer ponto do planeta, porque esses gases têm vida muito longa e podem viajar no espaço durante muito tempo. Isso possibilita uma distribuição mais equilibrada dos gases poluentes apesar de as principais fontes emissoras e tarem no hemisfério Norte.

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